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RB Magazine #10



AO LEITOR


A escolha desse bimestre relata a vivência de um conflito ao olhar de uma criança e trás dois sentimentos fortes ao leitor, tanto olhar apaixonado de Myriam sobre sua cidade e seus encantos quanto a dor das dificuldades durante o conflito, as perdas e a angústia de ver tudo destruído, ao trazer este relato aos nossos bunnies tivemos a intenção de trazer reflexão, pois a Guerra na Síria ainda está ocorrendo e precisamos olhar para o mundo com mais carinho, mesmo aquilo que nos parece distante. Retratamos essa caixinha de forma a frisar nos itens tanto a beleza quanto a necessidade de pensar a respeito, esperamos que tenha uma boa leitura e ao final que tal fazer uma boa ação? No site www.diariodemyriam.com.br você pode saber mais como ajudar os refugiados.




VIRANDO A PÁGINA


O Diário de Myriam não é uma história de amor, nem de superação e tampouco feliz. Mas é o registro de uma criança sobre um dos maiores conflitos atuais que ainda segue sem solução fazendo milhares de mortos: A Guerra da Síria.

Portanto, seus relatos não são reconfortantes ou agradáveis, mas são sobretudo necessários.

Com um governo ditador, Bashar al Assad tem governado o país por décadas com pulso firme e supressão de direitos democráticos. Isso incentivou rebeldes a se manifestarem contra o atual governo. O presidente então enviou tropas para brutalmente encerrar a rebelião.

Mas o que era para ser apenas uma guerra entre rebeldes civis contra o governo, atiçou outros grupos como o exército islâmico que se aproveitaram do conflito para também reivindicarem territórios.

Para impedi-lo de ficar mais forte, os EUA apoiaram os rebeldes civis enquanto Russia e Irã decidiram apoiar o governo de Bashar al Assad.

O resultado é um conflito instável que já matou mais de 400 mil pessoas e não tem data para acabar.

Miryam é uma sobrevivente que teve sua infância tomada pela guerra. Ela amadurece tentando entender o que acontece à sua volta enquanto perde pessoas queridas e precisa se acostumar às frequentes mudanças em sua rotina.

Nada é permanente na vida de Miryam. Nem a escola, nem os amigos, nem seus parentes. Apenas suas memórias e sua vontade de seguir em frente e viver cada dia como se fosse o último.


MAIS DO MESMO


O Diário de Anne Frank

Anne Frank

O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã.


A guerra não tem rosto de mulher

Svetlana Alexijevich

Traz memórias e depoimentos de mulheres soviéticas que combateram na Segunda Guerra Mundial. Apresenta rara e poderosa perspectiva das mulheres sobre o tema da guerra.


Olympe de Gouges

Jean-Louis Bocquet e Catel Muller

A história da revolucionária francesa Olympe de Gouges é contada nesta belíssima graphic novel (livro ilustrado e apresentado em quadrinhos) em primeira pessoa, entre lutas sociais, aventuras sexuais e percalços da vida.


Persépolis

Marjane Satrapi

Persépolis conta a história da escritora Marjane Satrapi, quando jovem iraniana privada de uma série de direitos pela tomada de poder fundamentalista.


Eu sou Malala

Malala Yousafzai

Malala vivia uma infância feliz nas belas paisagens do Vale do Swat, no Paquistão, quando a região foi progressivamente invadida e comandada pelo Talibã. Filha de um professor corajoso, ela defende o direito à educação feminina, mesmo em um ambiente tão opressor e perigoso


O diário de Helg

Helga Weiss

Calcula-se que das 15.000 crianças que passaram pelo campo de Terezín, na antiga Tchecoslováquia, apenas 100 chegaram com vida ao fim da Segunda Guerra Mundial. Uma delas é Helga Weiss, que relata a vida no campo de concentração.


O Diário de Zlata

Zlata Filipovic

Zlata tem onze anos e vive em Sarajevo. Mantém um diário, no qual vai registrando seu cotidiano. Mas a guerra eclode na ex-Iugoslávia e irrompe no diário da menina. As preocupações do dia-a-dia desaparecem diante do medo, da raiva, da perplexidade.



RECEITAS DA VOVÓ BRIDA

A vovó quis que vocês conhecessem um pouco mais sobre o Raha de Aleppo que enviamos. Ela trouxe a receita tradicional para vocês tentarem experimentar. Vamos aos ingredientes:


Raha

Também conhecido por doce de goma árabe ou manjar turco tradicional


Ingredientes

  • 1 Litro de água

  • 1 Kg de açúcar cristal

  • 2 colheres (café) de ácido cítrico ou água de rosas

  • 200g de maisena

  • 3 pedrinhas de misk ou 3 colheres (chá) de essência de abacaxi

  • açúcar refinado e farinha de castanha de caju

  • 1 xícara (chá) de açúcar de confeiteiro

  • 2 colheres (das de sopa) de maisena


Modo de fazer:

Coloque a água, o açúcar cristal e o ácido cítrico em uma panela e deixe ferver. Dissolva a maisena em 150ml de água e despeje, em um fio continuo, e mexa a panela até que a mistura solte do fundo da panela. Acrescente as pedras de misk esmigalhadas (ou a essência) com o fogo apagado.

Salpique uma mistura de açúcar refinado com farinha de castanha caju ou de amêndoas em um tabuleiro e despeje a massa, ajeite-a no refratário, cubra com insufilm e deixe descansa por 1 dia.

No dia seguinte tire a massa no refratário e corte-a em cubos. Besunte na mesma farinha de castanha de caju ou amêndoas, ou então no açúcar para envolver o doce para comer.


Mas afinal o que é MISK?

Misk, a lágrima da natureza

O misk é uma resina vegetal utilizada para aromatizar doces. Obtido pela perfuração da casca da aroeira (árvore da mesma família do pistache), a colheita é feita entre os meses de junho a outubro, e a produção é bastante limitada. Você pode encontrar o misk em empórios árabes. Além do uso culinário, o misk é usado como goma de mascar por mais de 2400 anos, também usado como remédio parar atuar no sistema digestivo.


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